BAIXA ESCOLARIDADE ATINGE MAIS DE 43% DOS ELEITORES DE SALVADOR II
Para o cientista político Jorge Almeida, a taxa de eleitores com baixa ou nenhuma escolaridade em Salvador pode ser considerada alta e traz conseqüências para o processo eleitoral. “A principal é o fato de que essas pessoas se expõem a fontes de informações limitadas, basicamente o rádio e a televisão”, analisa. O deputado estadual e professor universitário Waldenor Pereira (PT-BA) argumenta que a consciência política não tem uma relação direta com o nível de escolaridade. “Conheço muitos analfabetos que possuem senso crítico da realidade”, diz. Para ele, essa influência é relativa, mas admite: “É evidente que a melhor escolaridade pode influenciar na politização da sociedade”. E credita a baixa escolaridade do eleitorado baiano aos governos anteriores que, “ao longo de décadas no poder, não foram capazes de alterar o quadro”. Mas, o deputado estadual Heraldo Rocha (DEM-BA), rebate: “Já se passou um ano do governo de Jaques Wagner (PT). Não adianta ficar discutindo o passado, deve ser planejado o futuro”, disse, considerando ainda que a melhoria na educação da população reflete em sua maior participação e cobrança na política. Matéria produzida pelo jornal ”A Tarde”, assinada por Aguirre Peixoto.