Mônica Kalile revela dados de violência contra mulheres e pede 'paciência' no caso New Hit
Foto: Cláudia Cardozo
A superintendente de Políticas para as Mulheres de Salvador, Mônica Kalile, tem uma meta: ampliar os serviços de atendimento às mulheres vítimas de violência na cidade. Segundo ela, essa é prioridade da SPM porque um dos “grandes problemas” enfrentados na capital baiana “está no campo da violência doméstica”. Ligada diretamente ao gabinete do prefeito ACM Neto, após reforma administrativa na estrutura municipal, a autarquia já atendeu, por meio do Centro de Referência Loreta Valadares (CRLV)- e desde a sua criação, em 2005 -, a mais de 10 mil mulheres vítimas de violência, segundo Kalile. Ela explica que não é possível traçar um perfil da vítima típica deste tipo de agressão, e aponta um fenômeno preocupante: o crescimento da violência contra a mulher idosa. Esse é um dos motivos da mudança de endereço do CRLV, que em breve passará a ser vizinho da Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso, no bairro dos Barris. A proximidade facilitará o acompanhamento de casos como o de uma senhora de 63 anos de idade que “foi violentamente espancada pelo filho e ficou internada por três dias” no Hospital Geral do Estado. O autor está preso, diz Kalile, mas “por incrível que pareça, a família pede que ele seja solto”. Ela relata um caso grave de violência contra a mulher notadamente comovida com a história de uma vítima que ficou 15 dias desacordada. “O agressor esmurrou e ralou o rosto dela no chão para que ela não pudesse nunca mais expor a sua beleza”, narra. O autor do crime está em liberdade, mas o caso “já está na mão do juiz” e “acreditamos que nas próximas horas saia a prisão preventiva”. Cautelosa ao comentar o caso que envolve os integrantes da banda New Hit, acusados de estuprar duas adolescentes em agosto de 2012, a titular da SPM em Salvador pede “paciência” da sociedade. “Em nosso país, até que não se tenha transitado em julgado, existe a presunção da inocência”, lembra, ao ressaltar que “contra provas, não há argumento”. Na sexta-feira (8), uma caminhada entre o Campo Grande e a Praça Castro Alves marcará o Dia Internacional da Mulher. Clique aqui e confira a entrevista na íntegra.
