Médicos de posto de saúde paralisam atividades e profissionais de maternidade dão prazo de 24h
Por Rodrigo Aguiar
Após ameaçarem há duas semanas interromper o trabalho por falta de pagamento, médicos do posto de saúde de Pernambués anunciaram a paralisação das atividades nesta sexta-feira (1º) até que os salários atrasados sejam pagos. Os profissionais trabalham para uma empresa terceirizada que possui contrato com a prefeitura de Salvador para administrar as unidades, a organização social Instituto de Gestão e Humanização (IGH). O presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), Francisco Jorge Magalhães, explicou que, nos últimos dias, antes do anúncio da paralisação geral, apenas situações de risco – casos vermelhos – eram atendidos. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele disse que os profissionais da maternidade Prof. José Maria de Magalhães Netto, unidade de referência no atendimento à gestação de alto risco gerenciada pela Santa Casa de Misericórdia da Bahia, também podem entrar em greve. “Nós tínhamos programado para hoje [sexta]. Foi dado um prazo de 24h aos gestores. Hoje, temos um encontro às 17h. Se não chegarmos ao acordo, a paralisação começa amanhã [sábado]”, prometeu. Na pauta de reivindicações dos profissionais da maternidade, localizada no bairro do Pau Miúdo, estão a mudança do vínculo trabalhista de Pessoa Jurídica (PJ) para CLT e melhores condições de saúde, segundo o presidente do Sindimed. Magalhães também protestou contra o titular da Saúde estadual. “O secretário Jorge Solla disse no Conselho Regional de Medicina, na terça-feira [26], que o problema da maternidade não era dele; que não jogassem no colo dele. Que era do gestor maternidade. O Estado tem, sim, responsabilidade. E o governador também”, protestou o dirigente.