Governista no nome, PTN continua rachado e abriga dois 'independentes' na Câmara
Por Rodrigo Aguiar
Foto: Max Haack/ Ag Haack/ Bahia Notícias
Se o PTN já demonstrou um racha durante o processo eleitoral para escolha do presidente da Câmara Municipal, a falta de união da legenda permanece neste início de legislatura. Definido pelo seu líder na Casa como “governista”, o partido abriga pelo menos dois vereadores autoclassificados como “independentes”. “Está tudo bem”, tentou minimizar Toinho Carolino, comandante da sigla no Legislativo de Salvador, em entrevista ao Bahia Notícias. “O PTN está rachado. Eu e Alan Castro somos da bancada independente”, explicou Carlos Muniz. A parte governista do PTN seria formada, portanto, por quatro dos seis vereadores da sigla: Toinho Carolino, Tiago Correia, Geraldo Júnior e Kiki Bispo. Já a ala independente do Legislativo soteropolitano teria entre seus integrantes Cátia Rodrigues (PMN), Alemão (PRP), José Trindade (PSL), David Rios (PSD) e Alan Castro (PSC). Ao explicar o que significa ser “independente”, Muniz disse que “vota com a cidade”. “Se o projeto da reforma tributária, por exemplo, for contra o povo, vamos ter que votar contra”, ameaçou. Esta não é a primeira vez que o vereador sobe o tom contra o prefeito ACM Neto. O gestor anunciou na última semana que não negociará a votação de projetos com parlamentares ou partidos – a famosa prática do “toma lá, dá cá”.
