O LIXO VALE OURO
Por (Victor Albuquerque)
Matéria publicada pela revista "Istoé" desta semana fala do contrato emergencial de coleta de lixo de Salvador que começa a vigorar já na Quarta-feira de Cinzas. São R$ 150 milhões anuais. O contrato atual para a limpeza da cidade foi celebrado há seis anos, com validade de 72 meses. Como ele se encerra na primeira semana de fevereiro, as mesmas empreiteiras que hoje detêm os contratos de lixo – Vega, Jotagê e Torre – continuarão responsáveis por fazer a varrição, a coleta e os serviços complementares, mas todas de olho no novo processo licitatório, que poderá render ao consórcio vencedor nada menos do que R$ 4 bilhões por um contrato de 20 anos. Quem assina é o prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB). Mas o mentor do projeto que permitirá a concessão, por meio de parceria público-privada, é o secretário municipal de Serviços Públicos, Fábio Mota. Segundo a publicação, a oposição questiona a restrição da concorrência a duas ou três empresas, segundo prevê o edital. Há apenas um lote para tudo. A oposição quer mudar critérios para arejar a concorrência e diminuir o preço; o vereador Jorge Jambeiro (PSDB) questiona: “Estão criando uma espécie de estatal para gerenciar a coleta e destinação do lixo na cidade. Pelo visto, o lixo em Salvador não é lixo, é ouro”, completa.