Oposição quer debate na Câmara sobre situação de ambulantes
Por Evilásio Júnior
Ambulantes atuam na passarela da rodoviária de Salvador | Foto: Caio Bezerra
A informação propagada de remoção dos ambulantes que atuam nas passarelas de Salvador, mesmo após negativa da prefeitura, deverá ser debatida pela Câmara de Vereadores, conforme entendimento do líder da minoria, Gilmar Santiago (PT). Em contato com o Bahia Notícias, o petista considerou "importante" a promessa do Município de estabelecer diálogo com o setor, mas sugeriu, na sessão desta segunda-feira (18), que a Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turismo, a ser presidida por Tiago Correia (PTN), promova discussões sobre o assunto. "Temos que buscar alternativa. Não é simplesmente tirar os ambulantes, que compõem um segmento importante da economia da cidade. Hoje, segundo o Sebrae, mais de 300 mil soteropolitanos sobrevivem da atividade informal", justificou Santiago. De acordo com o oposicionista, a prefeitura tem utilizado como argumento para a reorganização o fato de que empresários financiariam o comércio de rua e muitas pessoas vêm de outras localidades, sobretudo do interior, para fazer negócios ilegais na capital baiana. "É um barril de pólvora", definiu Gilmar. Em meio à polêmica, até agora não foi proposta uma opção de remanejamento dos trabalhadores, a exemplo da criação de um mercado municipal, tal qual o de São Paulo, ou até mesmo um camelódromo, como o do Rio de Janeiro.
