Bellintani e Edvaldo Brito discordam sobre criação do Afródromo
Por Marília Moreira / José Marques
O prefeito ACM Neto e o secretário municipal de Desenvolvimento, Turismo e Cultura, Guilherme Bellintani, apareceram no cortejo do Ilê Aiyê, na noite deste sábado (9), no Centro Histórico de Salvador. Eles prometeram, para o próximo ano, "mudanças" nos desfiles dos blocos afro - além da criação do Circuito Afródromo, que deve ser implantado no Comércio - que serão anunciadas após a Quarta-feira de Cinzas. "A tradição do Ilê mostra que a prefeitura tem que olhar para os blocos afro", afirmou o prefeito, em entrevista ao Bahia Notícias. Bellintani, por sua vez, comentou a declaração do presidente do Olodum, João Jorge, contrária à criação de um novo espaço de desfile para as agremiações. "Acho que uma coisa não exclui a outra. O Afródromo não deixa de fazer com que uma forma de regular os espaços que já existem seja necessária. Novos espaços são sempre bem-vindos e cada bloco decidirá seu modo de participação", avaliou o titular. Segundo ele, a ideia é ter sempre mais espaço, porque os dos circuitos tradicionais são "sempre apertados". O vereador Edvaldo Brito (PTB), que também estava no cortejo, se mostrou "terminantemente contra" a criação do Afródromo, a não ser que haja interrupção das apresentações nos outros circuitos enquanto os blocos afro tocam. "Não podemos concordar que haja o Afródromo porque é uma segregação. É retirar a força étnica dos blocos afro. Se não houver interrupção nos outros blocos, todo mundo vai continuar de olho nas bandas do Circuito Barra-Ondina", criticou.