Carnaval na Carlos Gomes sobrevive além dos ‘cansados, bêbados e sem-dinheiro’
Por Francis Juliano
Foto: Francis Juliano
Final do percurso do circuito Osmar, no Centro da Cidade, a Rua Carlos Gomes é tida como o lado B do lado B da festa. Se o centro carece de investimento e visibilidade, a Carlos Gomes exige ainda mais atenção. Por isso que por ali, segundo o comerciante Tiago Santos Almeida, 25 anos, passam não só os cansados e bêbados, mas também os sem-dinheiro. Ele está em seu segundo carnaval e conta neste ano com nove pessoas no revezamento dos afazeres. “Aqui o ponto é ótimo, mas a gente sabe que existem esses percalços”, disse em entrevista ao Bahia Notícias. O bar onde Tiago trabalha fica na Descida do Tuiutí, já nos metros finais da rua.
Foto: Francis Juliano
Em sentido inverso à rota dos trios, Rosemberg Costa, 40 anos, trabalha nas proximidades da Rua da Forca, entrada para o bairro do Dois de Julho. O vendedor diz que um dos problemas é a disputa entre os comerciantes. A partir deste sábado (9), ele acredita que as vendas devem melhorar. “Acho que hoje, mas principalmente amanhã o lucro aumente por conta das atrações”, comentou. Para Fábio Prazeres, 41 anos, que trabalha no trecho do fundo do edifício da Fundação Politécnica, a principal diferença entre a Carlos Gomes e a Avenida Sete, é que nesta última existem mais áreas de dispersão, além de maior oferta de transporte público. Outro ponto negativo da Carlos Gomes na visão de Prazeres é que muitas vezes o desfile de blocos e trios termina no edifício Sulacap, na esquina da Praça Castro Alves. “Então, além da questão do cansaço das pessoas, muitas vezes elas nem vêm para cá”, lamentou.
