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Para Bacelar, ação é 'choro de derrotado'; Deputado deve voltar antes de 120 dias

Por Evilásio Júnior

Para Bacelar, ação é 'choro de derrotado'; Deputado deve voltar antes de 120 dias
Foto: Renato Araújo/ Agência Câmara
O deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA) considerou a ação movida pelo colega de Congresso Sandro Mabel (PMDB-GO), no Supremo Tribunal Federal (STF), como "choro de derrotado". Ele argumenta que tirou a licença de 120 dias "conforme o que determina o regimento" e admite que gostaria de ajudar o novo líder peemedebista na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). "Não sei como Marcelinho [Guimarães] votou, mas se eu fosse do PMDB, votaria em Eduardo, que é o homem mais inteligente do Congresso e não é um paraquedista de liderança como o Sandro, que já está querendo ir para o PSD para ocupar o cargo de Eduardo Sciarra (PR)", acusou Bacelar, em entrevista ao Bahia Notícias, ao apontar que já haveria uma movimentação no PMDB para expulsar Mabel, que já teria sido desfiliado do PR por infidelidade partidária. "Quem é Sandro para dizer algo sobre mim? Ele foi expulso do meu partido por não cumprir um acordo partidário. Fechamos questão há dois anos para a eleição de Marco Maia [ex-presidente da Câmara] e ele quebrou o acordo. Em 1994, depois da tragédia no Rio com o prédio de Sérgio Naya, que foi cassado por isso, meu pai, que era muito amigo dele, mandou um telegrama se solidarizando. A TV Globo mostrou o telegrama de meu pai e o dele. Ele disse que foi um equívoco e mandou demitir a secretária. Isso aí já mostra tudo", rememorou. Bacelar nega ter feito qualquer acerto com Guimarães para a escolha do líder do PMDB e, sobre a sua ligação com Cunha, diz que é "apenas parlamentar". "Ele é do ramo de telefonia, foi presidente da Telerj, e eu não tenho negócios no setor", argumentou. Em relação à licença, entretanto, o republicano reconhece que não deverá cumprir o período de quatro meses de afastamento. "Realmente estou no Brasil, mas viajo para os Estados Unidos amanhã [quarta, 6]. Vou ficar um mês ou 40 dias na Califórnia. Vou aprimorar meu inglês e adquirir alguns conhecimentos, até porque ano que vem é ano eleitoral e eu não vou ter tempo", justificou. Diretamente envolvido no episódio, o presidente do Esporte Clube Bahia não atendeu às ligações nem retornou o contato.