Wagner faz balanço de viagem à China; empresas devem investir R$ 1,6 bilhão no estado
Por Bárbara Souza
Foto: Mateus Pereira/ GOVBA
O governador Jaques Wagner fez um balanço dos investimentos consolidados para o Estado durante missão comercial à China entre os últimos dias 14 e 22. Em entrevista coletiva à imprensa na tarde desta quarta-feira (23), na sede da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, o chefe do Executivo baiano disse que foi “uma viagem intensa”, com uma média de “quatro ou cinco reuniões por dia” e confirmou que a Baoji Oilfield Machinery (Bomco) vai instalar plantas industriais na Bahia. A empresa, que é subsidiária da PetroChina – maior companhia petrolífera chinesa –, é especializada na fabricação de estruturas de perfuração e prospecção de petróleo e vai fabricar equipamentos para o segmento petrolífero. Wagner ratificou informações divulgadas previamente pela Secom sobre a vinda da Foton, companhia automobilística chinesa, que vai instalar em Camaçari uma unidade industrial para a produção de caminhões leves e microônibus. “Sei que vocês querem números mais precisos, mas não tenho como estimar”, disse inicialmente JW sobre a perspectiva de investimentos e empregos. Instigado pelo governador, o secretário de Planejamento, José Sérgio Gabrielli, informou que “a planta toda deve ter um investimento de 300 milhões de dólares”. Em números globais, a estimativa do governo é a de que os investimentos cheguem a R$ 1,6 bilhão e dois mil empregos sejam gerados. Segundo o líder baiano, “houve muito contato inicial” e a comitiva baiana fez contato com cerca de 40 empresários chineses. “Eles ficaram impressionados com o nosso nível de profissionalismo”, relatou Wagner. “O nosso material foi feito todo em Mandarim”, revelou, ao se referir ao fato de que a comitiva do governo apresentou aos chineses conteúdos no idioma oficial daquele país. Além de Gabrielli, acompanharam a coletiva à imprensa os secretários Rui Costa (Casa Civil), Robinson Almeida (Comunicação), Cézar Lisboa (Relações Institucionais) e Fernando Schmidt (Relações Internacionais).
