Com ou sem recomendação do Conselho do Carnaval, Afródromo não será mais criado
O novo circuito Afródromo, projetado para ser implantado no bairro do Comércio, não será mais integrado ao Carnaval de Salvador. O motivo: falta de patrocínio. O espaço contaria com os desfiles de blocos tradicionais como Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Cortejo Afro, Muzenza e Malê Debalê, além de outras entidades de matriz africana e convidados, como a banda Timbalada. Segundo apurou o Bahia Notícias, o Afródromo, idealizado pelo cantor baiano Carlinhos Brown, que contaria com telões de alta definição e projeções mapeadas, não teria angariado recursos suficientes para bancar os custos. Um dos motivos seria a proibição de um patrocínio da Caixa Econômica Federal, já que o detentor da cota da folia momesca soteropolitana este ano é o banco Itaú, que detém exclusividade da marca em relação a outras instituições financeiras. Na última sexta-feira (4), o Conselho Municipal do Carnaval (ComCar) recomendou ao prefeito ACM Neto a suspensão da criação do Afródromo. Segundo a entidade, a implantação do novo espaço não foi discutida com os representantes que compõem o ComCar, além de não apresentar as garantias de segurança, saúde e limpeza, impactos ambientais e ao patrimônio histórico, concessão de espaço público e conflitos de interesses econômicos.
