Gilmar Santiago classifica decretos de ACM Neto como 'factoides'
Por Bárbara Souza
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
O líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, Gilmar Santiago (PT), já começou a mostrar serviço. “Estamos analisando os 39 decretos e, pelo que já pude ver, muitos desses decretos são factoides”, disse o petista, em entrevista ao Bahia Notícias. Instigado a citar algum exemplo, ele menciona de pronto o documento que determina a criação de uma comissão para combate à dengue. “Não é necessário decreto porque essa é uma atividade primária da Secretaria da Saúde”, argumenta, ao criticar a decisão do prefeito ACM Neto (DEM) de estabelecer prazos de 90 a 120 dias para que “os grupos criados apresentem resultados”. Na análise do oposicionista, há uma estratégia do gestor para ganhar tempo. Ele alega que a missão do grupo de transição coordenado pelo ex-governador Paulo Souto era fazer um diagnóstico “para que o prefeito pudesse entrar em cena com ações concretas”, e aproveita para alfinetar os democratas. “Parece que não deu tempo para esse diagnóstico e isso vai ser concluído agora, nesses 120 dias”, declarou ao BN, ao reiterar que considera a publicação dos 39 decretos “como mais uma forma de ocupar um espaço na mídia”. Mas, a determinação de corte de 20% dos gastos com cargos de confiança não seria uma “ação concreta”? O vereador admite que a redução de despesas “é uma questão importante para qualquer gestor”, mas diz se preocupar com a possibilidade de que essa contenção “precarize o serviço”. Santiago promete fazer oposição com foco “nos interesses da cidade” e se mostra flexível ao avaliar como “positiva” a medida de realocação de 2,5 mil servidores na área de educação.
