CRISE
Por (Victor Albuquerque)

Em conseqüência da falta de investimentos no sistema energético, o Brasil pode estar às vésperas de um apagão. Na próxima segunda-feira, toma posse o novo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Lobão assume não somente o enfrentamento de uma crise resultante da escassez de água e de gás, mas, também, está no meio de um tiroteio, de uma polêmica que o alcança e a seu filho, que assumirá como suplente. Este é o assunto de hoje do comentário de Samuel Celestino em sua coluna no jornal "A Tarde". Edison Lobão Filho está crivado de denúncias envolvendo cerca de R$ 42 milhões. Mas, não importa para Lobão Filho ficar no meio do tiroteio, pois o seu mandato não corre risco. O Senado entende que os crimes ou ilícitos praticados antes de assumir o mandato não se constituem em razão para impedir o exercício do cargo. Segue Celestino: "As desconfianças sobre a competência de Lobão pai para exercer um cargo que, no momento, preocupa pela estiagem e a ameaça sobre o sistema energético e de Lobão Filho, pela sua trajetória empresarial, preocupam".