‘Ano de 2012 foi o mais duro para o governo estadual’, avalia Jaques Wagner
Por Juliana Almirante
Foto: Fernando Duarte / Tudo FM
O governador Jaques Wagner (PT) fez um balanço da administração no ano de 2012, em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da Rede Tudo FM 102.5, na tarde desta quinta-feira (20). “Dois mil e doze foi um ano duro e com seis anos de governo. Foi o mais duro, mais difícil para o governo estadual”, considerou, em entrevista ao jornalista Samuel Celestino. Segundo ele, as dificuldades na gestão foram agravadas pela seca, pelas greves na educação e na Polícia Militar e pela crise financeira mundial que atingiu o estado. Por outro lado, destacou que os “melhores momentos” dos últimos 12 meses foram a conquista da manutenção do nível do emprego e implantação de medidas na indústria e comércio, como a implantação da montadora JAC Motors e o centro de distribuição da rede de lojas Magazine Luiza. O petista comemorou o crescimento da base aliada durante a campanha eleitoral. “Ao todo, entre os [vereadores e prefeitos] eleitos da base e aqueles que não estão na base, mas me apoiam individualmente, foram 417”, contabilizou. No pleito em Salvador, o gestor admite que a “oposição sobreviveu", porém acredita que o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o desgaste da sua legenda no âmbito baiano não implicaram na derrota do seu candidato à prefeitura, Nelson Pelegrino (PT). “A autoestima de Salvador está muito baixa e isso recai sobre o governador, mas as pessoas têm que entender que a minha prioridade é implantar as medidas estruturais”, afirmou. Wagner também descartou abandonar o Palácio de Ondina para concorrer uma vaga ao Senado em 2014. “A minha convicção é ficar até o final do mandato. Dois mil e quatorze é o ano da Copa do Mundo e eu pretendo ficar até o final. Se tiver que sair, seria apenas como deputado federal”, prometeu.
