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África do Sul: País assiste disputas letais por cargos políticos

Dezenas de autoridades, entre eles vereadores distritais, líderes partidários e prefeitos, têm sido assassinadas em uma luta frenética e mortal pelo poder e as vantagens decorrentes dele na África do Sul. O presidente local do Conselho Nacional Africano (CNA), Dumisani Malunga, era o candidato mais cotado para a posição este ano. Em setembro, quando ele e outro funcionário do partido retornavam para casa de carro, às 21h30, um pistoleiro disparou contra o veículo e matou os dois. Os assassinatos sujam a imagem do chamado "país arco-íris", cuja transição, em grande medida pacífica, do governo de minoria branca para uma democracia não racial o converteu em um exemplo de paz, de tolerância e de perdão. Na província de Kwa-Zulu Natal, quase 40 políticos já foram mortos desde 2010 em disputas por cargos – mais do que o triplo dos três anos anteriores, segundo números do governo. Dezenas de outros morreram nos últimos anos em províncias como Mpumalanga, Noroeste e Limpopo. O cargo de edil de um distrito rural, em uma cidade pequena como Oshabeni, pode não parecer grande coisa para ser disputado. O salário é de cerca de US$ 150 mensais, e seu detentor precisa receber um fluxo constante de queixas de moradores sobre escolas que não ensinam, torneiras sem água e crimes que a polícia não impede. Mas os vereadores distritais também podem influenciar a concessão de contratos governamentais para obras de desenvolvimento em suas regiões. É possível ganhar muito com propinas.