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'Os baianos não aceitam inovações culinárias', diz Isabella Curvelo, a 'alquimista' dos doces

'Os baianos não aceitam inovações culinárias', diz Isabella Curvelo, a 'alquimista' dos doces
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
Sua profissão é encantar os olhos e o paladar. A arquiteta de formação, Isabella Curvello diz ter sido escolhida pela gastronomia. Ela dirige, há seis anos, a Divino Doce, uma empresa que pode até ser divina no nome, mas provoca as mais pecaminosas (e calóricas) tentações. A gastróloga se orgulha em dizer que a grande proposta da sua doceria é inovar. Seus produtos são tão elaborados que a vontade é de guardá-los, intactos, pra sempre em uma caixinha. Desde cupcakes em forma de Papai Noel a brigadeiros decorados com símbolos de marcas famosas de roupas, os produtos da Divino Doce moram na linha tênue entre culinária e arte. Tanto que todos os doces são produzidos em uma espécie de ateliê, no bairro da Pituba. Em entrevista ao Bahia Notícias, Isabella, que disse vender em média 10 mil doces por semana, revelou segredos do que ela chama de “alquimia” da cozinha e reclamou do ainda muito fechado mercado baiano da gastronomia. “Os baianos não aceitam inovações culinárias. Você vem com sabores diferenciados, coisas inusitadas e todo mundo sempre prefere o tradicional. Meus clientes mais flexíveis são de outros estados. Essa é a fatia que tem me ajudado a crescer, de fato”, lamenta.