Candidatos à presidência da CMS defendem transparência, mas evitam temas espinhosos
Por Bárbara Souza
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Garantir uma gestão transparente. Esse parece ser o principal mantra dos candidatos à presidência da Câmara de Salvador. Um dos pleiteantes à cadeira ocupada até 31 de dezembro por Pedro Godinho (PMDB), o vereador Odiosvaldo Vigas (PDT), propõe a instalação de um painel eletrônico em frente à casa legislativa, semelhante ao impostômetro que funciona na capital paulista. No caso de Salvador, mostraria informações sobre o volume de recursos e repasses recebidos pelo Município. Mas, quando confrontado com as críticas recorrentes da imprensa à atual legislatura, Vigas esboça vagamente uma defesa da composição atual da Câmara. “Cada legislatura é uma legislatura, cada momento é um momento”, teorizou, em entrevista ao Bahia Notícias, ao fazer lembrar a declaração do também vereador Jorge Jambeiro, de que “o voto é secreto porque é secreto”. “Transparência não pode ser bandeira. Isso é condição sine qua non para qualquer candidato”, dispara Paulo Câmara (PSDB), que também evita adjetivar o grau de transparência da gestão atual da Câmara de Salvador. “Tem procurado se aprimorar. Transparência a gente tem sempre que aperfeiçoar”, define o tucano, que promete defender a adoção do voto aberto, caso venha ser o novo presidente da Casa. “Sou a favor do voto aberto porque é há muito tempo uma demanda da sociedade. As contas do prefeito (João Henrique), por exemplo: eu voto contra porque acho que ele cometeu dolo”, sentenciou Câmara. Atual chefe do Legislativo, Godinho considera satisfatório o seu nível de transparência. “Além do Portal da Câmara, nós tomamos várias atitudes que traduzem essa transparência e cumprimos rigorosamente a lei (de Acesso à Informação)”, argumenta. No entendimento do peemedebista, para que haja acesso às informações na próxima gestão, o futuro presidente só precisa “manter” o que se tem. A reportagem do BN tentou contato com os vereadores Henrique Carballal, escolhido nesta quinta-feira (6) pela bancada petista para disputar a presidência, e Geraldo Júnior (PTN), mas não obteve sucesso.
