Futuro secretariado de ACM Neto começa a ser esboçado
Por Evilásio Júnior
Fotos: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias | Angeval Lopes / SCMBA
Os nomes para composição da futura administração do prefeito eleito, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), começam a ser ventilados nos bastidores e, por conseguinte, já é esboçado o desenho da gestão. Por ora, o único secretário anunciado oficialmente é Mauro Ricardo Machado Costa (Fazenda), e o democrata assegura que também é o único definido. "Eu te garanto que só tem Mauro Ricardo confirmado. Não há absolutamente nada além disso. Tudo é especulação", decretou Neto, em entrevista ao Bahia Notícias. A reportagem apurou, no entanto, que não só as conversas com os possíveis auxiliares já foram iniciadas como há setores praticamente consolidados. Exemplos disso são a Educação, que terá a manutenção de João Carlos Bacelar (PTN), e a estreante pasta Cidade Sustentável, cujo titular será o presidente estadual do PV, Ivanilson Gomes. Os verdes teriam ainda uma superintendência a ser definida, enquanto Célia Sacramento teria a atuação limitada à vice-prefeitura.

Incerta também é a posição do PMDB no governo. Embora o partido tenha redigido uma lista com a recomendação de três quadros para compor a equipe da prefeitura – um deles Paulo Fontana, cogitado para Infraestrutura, Habitação e Defesa Civil –, de acordo com o presidente da sigla na Bahia, deputado federal Lúcio Vieira Lima, o martelo ainda não foi batido. "Neto esteve conosco e nós colocamos alguns nomes. Ele é que vai dizer, de acordo com o perfil, qual nome é o mais indicado para cada pasta", despistou o peemedebista, ao ressaltar a forma "muito criteriosa" que o próximo alcaide tem conduzido o processo de composição do secretariado. "Ele está dando show e tem carta branca do povo de Salvador", acariciou Lúcio. Fontes próximas a Neto confirmam, entretanto, que Fontana deve ser, na verdade, o chefe de Ordem Pública, cuja preferência é do ex-diretor-executivo da Odebrecht Fred Benzaquen, indicado pelo PSDB. Do lado peemedebista, que só aderiu à candidatura democrata no segundo turno, afagos à parte, há quem defenda que a legenda não dispute cargos. De concreto, já se sabe que o secretário nacional do Ministério do Turismo, Fábio Mota, não regressará de Brasília, fato informado ao BN pelo próprio Lúcio.
