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Operação Porto Seguro: Lúcio rebate Zé Neto e diz que vai cobrar de Rosemary informações sobre pedido feito a Wagner

Operação Porto Seguro: Lúcio rebate Zé Neto e diz que vai cobrar de Rosemary informações sobre pedido feito a Wagner
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
O deputado federal e presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, enviou nota ao Bahia Notícias para questionar afirmações feitas ao BN pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto (PT),
que minimizou o fato de Rosemary Noronha, acusada de integrar uma quadrilha descoberta pela Operação Porto Seguro da Polícia Federal, ter pedido ao governador da Bahia que recebesse empresários, em 2009.  “Ao sair em defesa do governador Jaques Wagner, o deputado José Neto fortalece ainda mais a necessidade do chefe do Executivo em prestar esclarecimentos sobre o episódio da marcação de audiência com empresários, através de um esquema desbaratado pela Polícia Federal”, afirmou. O peemedebista questiona “por que a audiência não foi marcada diretamente pelos empresários com o (então) secretário de Indústria e Comércio institucionalmente? Será que o motivo foi por saberem que Rafael Amoedo é um peemedebista ilibado, conforme palavras do próprio deputado José Neto?”. Ele reitera a indagação sobre “quais foram os pleitos levados pelos empresários”, ao afirmar que “de acordo com os e-mails grampeados, os empresários saíram satisfeitos e comemorando”. Lúcio Vieira Lima alfineta o líder governista ao afirmar que “se incomoda tanto ao deputado José Neto, a ponto de tentar patrulhar o exercício de meu mandato e o papel fiscalizador que o povo da Bahia me delegou, não cobrarei mais do governador o fim do seu silêncio, mas, passarei a cobrar de quem também tenha respostas: os empresários e a Sra. Rosemary Noronha”. Zé Neto, por sua vez, disse que foi informado, nesta terça-feira (4), pelo próprio Rafael Amoedo que ele participou da articulação para atração das empresas. "A visita transcorreu como tantas outras da política de atração de investimentos. Ele participou desde o primeiro momento, desde a recepção até o trâmite. Mas as indústrias não foram construídas. No mais, a quem interessa? Nem à oposição ao PT, a Lula, a Dilma e a Wagner. É estranho que a ofensiva de criar factóides parta do próprio PMDB, que é base do governo federal e tem cargos importantes na administração, como ministérios. É até certo ponto inconcebível, já que não há nada para alegar. Ponto final e, dessa vez, final mesmo", concluiu o petista.