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Operação Porto Seguro: Comissão de Ética quer explicações de indiciados

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu por unanimidade, na tarde desta segunda-feira (3), pedir informações a quatro dos indiciados na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal (PF), além de cópia integral da investigação sobre corrupção e tráfico de influência dentro governo federal. Por enquanto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, responsáveis pela indicação de alguns dos indiciados, não serão chamados a prestar esclarecimentos, segundo o presidente da comissão, Américo Lacombe. "Vamos degrau por degrau", disse Lacombe, logo após a reunião da Comissão no Palácio do Planalto. Depois de notificados, os irmãos Rubens e Paulo Vieira, diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e Agência Nacional de Águas (ANA), José Weber Holanda, ex-número dois da Advocacia-Geral da União (AGU), e a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, terão dez dias para se explicar e esclarecer as dúvidas da Comissão de Ética. A depender das respostas, a serem entregues por escrito, Lacombe não descarta convocar uma reunião extraordinária ainda este mês para decidir se será aberto processo contra os servidores e ex-servidores indiciados pela PF por corrupção e tráfico de influência. A comissão pode, por exemplo, recomendar a demissão dos diretores das agências reguladoras que estão afastados dos cargos e pode censurar que já foi exonerado. "Não podemos prender ninguém, nem mandar para a cadeia. Mas quem for censurado perde a condição de reputação ilibada", explicou Lacombe.