Egito: Presidente dialoga com juízes para tentar conter crise no país
Em meio a protestos e críticas, o presidente do Egito, Mouhamed Mursi, conversou nesta segunda-feira (26) com juízes e magistrados, na tentativa de encerrar a crise causada por um decreto que amplia os poderes presidenciais. O líder egípcio disse que o decreto será mantido por tempo limitado e apenas para "assuntos soberanos" de proteção das instituições do país. Apesar da informação, um protesto no Cairo, capital do Egito, está marcado para esta terça (27). Pelo decreto, editado na semana passada, os poderes do presidente são ampliados sem direito a contestação externa, o que reduz as ações do Judiciário e do Legislativo. A Irmandade Muçulmana, partido de Mursi, chegou a planejar uma manifestação em favor do governo, mas cancelou a ação para evitar o agravamento das tensões no país. Nesta segunda, Mursi esteve reunido, durante cinco horas, com integrantes da Suprema Corte. O porta-voz da Presidência da República, Yasser Ali, disse que o presidente assegurou que a independência judiciária será respeitada. Líderes da oposição, como o Nobel da Paz Mohamed El Baradei, afirmaram que só aceitarão dialogar com o governo se o decreto for revogado.