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Greenpeace acusa Zara de usar produtos tóxicos em roupas

Greenpeace acusa Zara de usar produtos tóxicos em roupas
O Greenpeace realizou uma série de protestos em frente a lojas da Zara em vários países neste sábado (24), como parte de uma campanha contra o uso de substâncias perigosas nos tecidos de suas peças. O grupo ambientalista organizou manifestações na França, na Alemanha, na Espanha, na Suécia e no México para acusar a empresa de utilizar de produtos tóxicos em seus tecidos e criticar a falta de compromisso da Zara com o tema. Só na França, foram feitas manifestações em 19 lojas da marca espanhola, inclusive a situada na famosa avenida Champs Elysées. "Decidimos atacar a Zara porque é uma das principais marcas de moda prêt-à-porter na França. C&A e Marks and Spencer já limparam sua cadeia produtiva e é o momento de a Zara limpar a sua", disse Nadine Kerdat, militante da ONG em Nice. Militantes do Greenpeace também simularam desfiles de moda, com modelos usando máscaras de proteção contra produtos químicos. O dia de protestos ocorre depois da publicação de um informe do Greenpeace intitulado "A face tóxica da moda", em que o organismo revela o resultado de análises feitas com peças das maiores marcas mundiais. Os estudos do grupo revelaram, a presença de etoxilatos de nonilfenol – produtos considerados suspeitos de afetar a reprodução humana e incidir em certos tipos de câncer – nas roupas. O grupo ambientalista diz que outras grandes marcas como Puma, Adidas, Nike, H&M, Marks and Spencer e Li-Ning já se comprometeram a não usar qualquer substância perigosa em seus produtos. A Zara respondeu ao comunicado dizendo que "deseja" cessar uso de todas as substâncias perigosas em suas peças. O Greenpeace, no entanto, considerou a resposta "insuficiente" e pediu à marca que "adote um compromisso confiável e ambicioso para parar de usar estas substâncias químicas perigosas". Com informações da Folha de São Paulo.