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Combustíveis: café amargo

Por Ricardo Luzbel


O sindicato que reúne os donos de postos da Bahia promoveu no último dia 8 um café da manhã com os vereadores de Salvador. Apesar da baixa adesão ao evento, não ficou muito claro aos participantes qual o real interesse desta confraternização fora de hora. Alguns falam que o presidente do sindicato, José Augusto Costa, que é operador de postos no canteiro central na Avenida Paralela, tenta se aproximar dos edis com o intuito de fazer ver aos mesmos que o novo modelo de transporte que cortará a Paralela não venha interferir nos seus postos, mesmo que custem alguns milhões a mais aos cofres do Estado. Fato este inclusive que foi alertado na coluna Tempo Presente do jornal A Tarde. Vale lembrar que o terreno do canteiro central da Paralela é uma concessão do Estado, através da Conder, e que este prazo expira neste final do ano.  Comenta-se ainda que outro objetivo da pseudo “confraternização” seja o simples interesse de ter nos edis uma interlocução com o novo governo municipal, já que não ficou esclarecido aos revendedores o porquê da visita do então candidato a prefeito Nelson Pelegrino (PT) à sede do sindicato, na quarta-feira que antecedeu a realização do 2º turno das eleições municipais: se a mesma tratava-se de mera cortesia do então candidato aos amigos revendedores em momento tão próximo do pleito decisivo, ou se tinha algum cunho político eleitoral. O fato é que a visita, assim como o café da manhã, não passou despercebida das hostes do novo governo municipal, nem nos altos escalões na esfera estadual. Ao final, parece que o café, apesar de realizado em um luxuoso hotel da cidade, não agradou a nenhum dos envolvidos.