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PEC que propõe igualar direitos das empregadas domésticas provoca polêmica

PEC que propõe igualar direitos das empregadas domésticas provoca polêmica
Apesar da aprovação unânime em comissão especial da Câmara dos Deputados na semana passada, a Proposta de Emenda à Constituição 478/2010, que pretende igualar os direitos dos empregados domésticos aos dos demais trabalhadores no país, ainda provoca muita polêmica. O projeto será encaminhado nos próximos dias ao plenário da Casa — onde terá de passar por duas votações e então seguir ao Senado. Ao empregador interessa saber, exatamente, quanto custará ter uma pessoa que cuide de sua casa, filhos, plantas e animais, caso o texto seja aprovado sem modificações. Cálculos feitos por especialistas a pedido do Correio Braziliense mostram que o impacto no bolso de quem contrata pode chegar a quase 50% sobre o valor do salário pago atualmente — excluindo gastos variáveis, como vale-transporte e eventuais horas-extras.  De acordo com o periódico, significa dizer que, pagando todos os impostos e reservando mensalmente os valores necessários para cobrir férias, 13º e multa de 40% no caso de demissão sem justa causa, um patrão que remunera por R$ 622 sua empregada terá de reservar, na verdade, cerca de R$ 915 todos os meses. O valor supera em R$ 80 a quantia que os empregadores já gastam, mensalmente, assinando carteira e honrando os direitos previstos atualmente.  "Direitos serão criados com essa PEC, mas simplesmente ninguém poderá pagá-los. E sabemos que existem pessoas sem condições intelectuais de disputa no mercado de trabalho, que precisam de uma casa para morar e, com essa lei, ficarão sem emprego", diz a fundadora do Sindicato dos Empregadores Domésticos do Estado de São Paulo, Margareth Galvão. "Quem não puder ter uma empregada, que não tenha", afirma a presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), Creuza Maria Oliveira.