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Presidência da Câmara: A briga já começou

Por Ricardo Luzbel

Presidência da Câmara: A briga já começou
Foto: Maiana Marques / Bahia Notícias
A definição do próximo prefeito de Salvador só se dará no domingo (28), mas a guerra da sucessão pela presidência da Câmara Municipal já pega fogo nos bastidores. Do lado da coligação de ACM Neto, já desponta na corrida sucessória o vereador Carlos Muniz (PTN), que tem ao seu favor o fato de ter sido o campeão de votos e a força da bancada do partido, que no governo João Henrique, mesmo com apenas três vereadores, emplacou o secretário da Educação. Agora a pressão será maior, pois são seis edis eleitos. Muniz tem patrocinado almoços com vereadores em lugares com visibilidade, como a Assembleia Legislativa na semana passada, para viabilizar sua pretensão. Mas Muniz não corre solto no partido. O vereador Geraldo Júnior, também do PTN, homem da total confiança do atual prefeito João Henrique e da primeira-dama, Tatiana Paraíso, tendo inclusive JH manifestado seu voto em Geraldo para vereador, conta ainda com outros apoios importantes no pleito sucessório, como o do superintendente da Sucom, Claudio Silva, que já declarou na imprensa que seu nome estará na cédula eleitoral em 2014 (fala-se que ele prepara candidatura a deputado federal). Na cozinha de Neto, aparece ainda o nome do vereador Paulo Câmara (PSDB), que também tem se articulado em encontros com outros vereadores, e conta com a adesão de setores do segmento imobiliário e a força de membros experientes da própria Câmara, e também com o apoio do ex-prefeito Antônio Imbassahy, de quem é parente. Nas hostes do PT e partidos aliados, o vereador Henrique Carballal (PT) soa como unanimidade. Ele inclusive já teve seu nome lançado à presidência pelo próprio Pelegrino no início da campanha e parece voar em céu de brigadeiro. Até o momento, ninguém se arvorou a contrariar Pelegrino. Os prefeituráveis neste momento, por questão de cautela, se eximem de comentar o assunto, mas nos bastidores a briga já começou.