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Debate Record: Corrupção, mensalão e alianças políticas são usados como argumentos no combate entre os prefeituráveis

Por Mariele Góes

Debate Record: Corrupção, mensalão e alianças políticas são usados como argumentos no combate entre os prefeituráveis
Fotos: Max Haack/Ag Haack/ Bahia Notícias
No segundo bloco do debate promovido pela Record Bahia nesta segunda-feira (22), a mediadora Adriana Reid indagou ACM Neto (DEM) sobre quais medidas podem ser adotadas para ajudar na segurança pública. O postulante respondeu que pretende aumentar e treinar a Guarda Municipal, implantar o videomonitoramento no município, além de fazer ações afirmativas, nas áreas de educação e cultura, que contribuirão na diminuição da violência. O democrata questionou se seu adversário, Nelson Pelegrino (PT), pretende manter as mesmas ações que o governador Jaques Wagner adotou no Estado. Na resposta, Pelegrino afirmou que a atual situação é uma herança de 30 anos da gestão do DEM/PFL, que não teria investido em questões sociais. O petista apontou como exemplo atual do suposto descaso a violência em São Paulo, governada pelo partido ao democrata, PSDB.“Você que está me assistindo, mora em São Paulo? Não. Mora em Salvador”, rebateu ACM Neto. A mediadora questionou a Pelegrino quais as propostas para ordenar o comércio informal. “Eu não era secretário de Segurança Pública. Era responsável pela área social, o que fiz muito bem”, explicou Pelegrino, ainda ao se referir à questão anterior. Sobre os ambulantes, o prefeiturável afirmou que não irá adotar políticas de repressão. “Nós vamos tratar o ambulante como trabalhador. Vamos dar equipamentos, tratamento, treinamento, condições”, explicou, ao dizer que pretende organizar o comércio da cidade. Na réplica, ACM Neto afirmou que a campanha do adversário foi baseada no medo e que é falso o boato de que, caso eleito, ele irá reativar os chamados rapas. “Se tem alguém que está mentindo aqui é o senhor. O seu grupo político reprimiu não apenas os ambulantes, como demitiu servidores públicos e sempre tratou de maneira violenta os movimentos sociais em Salvador”, falou o petista, ao lembrar a história do grupo político e da família do democrata. 
 

Em seguida, ACM Neto perguntou a Pelegrino, como já havia feito em debates anteriores, se o Bolsa Família estará garantido independentemente de quem se eleja prefeito. “Quer a minha opinião sincera? Eu acho que não está. Sabe por quê? Álvaro Dias chamou o bolsa família de ‘bolsa esmola’”, explicou. Pelegrino disse que há duas maneiras de inviabilizar o programa: sendo conceitualmente contra ou deixando de cadastrar as famílias. O petista acusou o seu oponente de ser contra o programa das duas maneiras. “Deputado Pelegrino, pare de mentir, pelo amor de Deus”, suplicou o democrata. Ele disse ter apresentado o projeto de reajuste do benefício e também apontou que o seu avô, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, criou o Fundo de Combate à Pobreza, que deu as bases para a criação do Bolsa Família. Pelegrino reafirmou a sua posição e apontou contradições entre o discurso do candidato do DEM e a fala dos líderes de sua legenda. Em sua pergunta, Pelegrino afirmou que Neto foi contra as cotas e o Prouni e indagou como ele pretende governar uma cidade com 82% da população negra. ACM Neto disse que o adversário mentiu e usou como exemplo a implementação das cotas na Uneb durante a gestão de Paulo Solto. Ele também apontou ações negativas do PT e questionou se Pelegrino pode ser responsável por elas. “Eu respondo pelos meus atos. Responda pelos seus atos. Isso é covardia”, acusou. Pelegrino afirmou que quem tem feito campanha covarde é o adversário, ao citar a distribuição de panfletos apócrifos na cidade. 
 

Em seu questionamento, ACM Neto contestou a opinião do petista sobre o julgamento do mensalão e apontou a condenação de Delúbio, José Dirceu e outros aliados do PT. “Eu quero perguntar para você, o que isso tem de relevância para o debate da eleição municipal?”, rebateu. O prefeiturável relembrou os seus anos de vida pública. “Eu tenho uma vida limpa, eu e minha candidata à vice”, afirmou. O petista também apontou a autonomia do Judiciário como um avanço. “Na época em que seu grupo governava nós não tínhamos isso, agora temos”, disse. Pelegrino lembrou o escândalo do mensalão do DEM e citou José Roberto Arruda e Demóstenes Torres. “A minha diferença para o senhor é que eu defendi a expulsão de Arruda e Demóstenes. O senhor não respondeu minha pergunta”, rebateu, ao questionar novamente o que o petista achava sobre o julgamento do mensalão. O democrata afirmou que estava processando criminalmente o adversário pelas as afirmações que envolvem Arruda. “Quem afirmou que o senhor recebeu dinheiro foi o próprio Arruda”, replicou Pelegrino.  A questão seguinte foi feita pelo petista, que indagou como o democrata pretendia firmar parcerias com o governo federal e estadual, se não mantém uma boa relação com eles. ACM Neto afirmou que “Salvador pode andar com as próprias pernas” e disse que as eleições federais e estaduais só ocorrem em 2014. “Vou ter independência, coisa que o senhor não tem. O senhor é um liderado do PT, assim como o governador, que não tem feito muito pela Bahia”, apontou. O democrata explicou que acredita que os problemas da cidade têm que ser resolvidos pelo prefeito. Pelegrino acusou o prefeiturável de não responder à sua questão. “Ele não respeita nem os aliados, por isso que ele está sozinho”, disse. Ele voltou a relembrar que a presidente afirmou que ele era o seu parceiro na Bahia. ACM Neto acusou-o de arrogante e retomou o escândalo do mensalão.