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STF terá que decidir seis empates no julgamento do mensalão

Encerrada nessa semana a última etapa do julgamento do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros precisarão revisitar seis casos onde foram registrados cinco votos pela condenação e cinco pela absolvição. A situação ocorreu porque a Corte está com um integrante a menos desde a aposentadoria de Cezar Peluso no fim de agosto, quando completou 70 anos. Em relação ao crime de lavagem de dinheiro, estão com o placar empatado os ex-deputados João Borba (PMDB-PR), João Magno (PT-MG), Paulo Rocha (PT-PA) e o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto (PL, atual PR). Caso sejam inocentados, os três últimos serão absolvidos de todos os crimes a que respondem. Já Borba também foi condenado, por unanimidade, pelo crime de corrupção passiva. Em relação ao crime de formação de quadrilha, estão com o placar empatado o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) e o ex-tesoureiro da legenda Jacinto Lamas. Mesmo se forem inocentados desse crime, ambos continuam condenados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Existe ainda a possibilidade, considerada remota, de a Corte esperar a chegada do novo ministro Teori Zavascki para decidir a questão.