Justiça nega pedido de prisão preventiva contra acusados de matar Paulo Colombiano
pedido de prisão preventiva feita pelo Ministério Público Estadual contra os cinco acusados de envolvimento no assassinato do sindicalista rodoviário Paulo Colombiano e da sua esposa, Catarina Galindo. Os suspeitos, o oficial da Polícia Militar Claudomiro Cesar Ferreira Santana; o médico Cássio Antônio Ferreira, Adailton Araújo de Jesus; Edilson Duarte Araújo e Wagner Luiz Lopes de Souza, são acusados de homicídio triplamente qualificado, segundo denúncia oferecida à Justiça pelo MP. Para os promotores, os denunciados cometeram o crime por motivo torpe, não possibilitaram a defesa das vítimas e agiram com vistas na "impunidade e obtenção de vantagem". Conforme denúncia, Adailton, a bordo de uma moto, deflagrou os tiros em Colombiano e Catarina em junho de 2010, no bairro de Brotas, em Salvador. Edilson e Wagner ficaram encarregados de repassar as informações necessárias à efetivação do crime, como o melhor momento e local para emboscá-los. A dupla fez uma vigília e seguiu a vítima, quando ela entrou em seu veículo na Ladeira dos Galés. Em uma sinaleira de Brotas, Edilson ultrapassou o carro de Colombiano, parou perto de um quebra-molas e Wagner ligou para Adailton para sinalizar em qual carro estava a vítima. Adailton, que aproveitou o congestionamento formado no local, disparou vários tiros no tórax de Colombiano. Em seguida, segundo o MP, atirou no ouvido de Catarina que acompanhava o marido. Os dois morreram no local. O sindicalista teria sido morto porque, ao assumir a tesouraria do Sindicato dos Rodoviários, constatou diversas irregularidades contábeis, entre elas um contrato milionário firmado com a empresa de plano de saúde Mastermed, de propriedade de Claudomiro e Cássio – considerados autores intelectuais do crime. O dirigente sindical tentou conversar com os donos da Mastermed para reduzir o percentual pago à empresa. Segundo o MP, a sua conduta teria desencadeado o plano para assassiná-lo. Adailton, Edilson e Wagner, todos empregados de Cássio, foram chamados para a execução de Colombiano. Segundo a perícia oficial, de janeiro de 2005 a maio de 2010, “a alta taxa de administração cobrada pela Mastermed arrematou R$ 34 milhões da entidade".