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Genoíno diz que sua condenação em Justiça de MG foi 'ato de perseguição política'

Genoíno diz que sua condenação em Justiça de MG foi 'ato de perseguição política'
Já condenado por corrupção ativa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e prestes a ser julgado por formação de quadrilha, o ex-presidente do PT, José Genoíno, classificou como “um ato de perseguição política” a decisão da Justiça Federal de Minas Gerais que o condenou na última terça-feira (16) a quatro anos de prisão por falsidade ideológica. Genoíno opinou que há “coincidências estranhas” que envolvem o seu nome. “Se o PT tinha patrimônio e depois pagou a dívida em cinco anos, como isso é falsidade ideológica?”, questionou Genoino. “Quando deixei de ser presidente do PT, em 2005, sofri execução judicial e, como não tinha bens, minha conta chegou a ser bloqueada. Só foi desbloqueada depois que a direção do PT negociou com o BMG e acertou o pagamento do empréstimo em cinco anos, de 2007 a 2011”, completou o petista. No entanto, a juíza Camila Velano, da 4ª Vara da Justiça Federal, entendeu que houve utilização de “contratos falsos” e “práticas fraudulentas” na relação entre o PT e o BMG. A decisão de Minas é fruto do desmembramento do processo do mensalão. Além de Genoíno, o ex-tesoureiro da legenda, Delúbio Soares, e ex-dirigentes do BMG foram condenados pela magistrada. Informações do Estadão.