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Com volta de Medrado, Sérgio Carneiro novamente deixará Câmara 'com sentimento de dever cumprido'

Por Evilásio Júnior

Com volta de Medrado, Sérgio Carneiro novamente deixará Câmara 'com sentimento de dever cumprido'
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O deputado federal Sérgio Barradas Carneiro (PT), relator-geral do projeto do novo Código de Processo Civil (CPC), já tem data marcada para se despedir do Congresso Nacional: 9 de novembro. Com o retorno do parlamentar licenciado Marcos Medrado (PDT) – ainda dedicado à campanha, segundo ele, para "dobrar" a votação do seu candidato no segundo turno no Subúrbio Ferroviário de Salvador – à Câmara no dia seguinte, o petista – terceiro suplente da coligação PRB/PP /PDT /PT /PHS /PSB /PCdoB – precisaria da saída de três colegas para cargos ministeriais ou de secretarias para retomar a cadeira. Apesar disso, ele não desanima e diz que deixará a Casa "com o sentimento de dever cumprido". "Cumpri a minha tarefa de fazer a Bahia assinar o novo código, dando continuidade à essa contribuição jurídica do estado, como fizeram Ruy Barbosa, Eliana Calmon e tantos outros", salientou Carneiro, em entrevista ao Bahia Notícias. Nesta terça-feira (16), a comissão do CPC se reúne e a expectativa é a de que algum deputado peça vista da matéria para que ela seja votada já na próxima semana. Depois da missão, ele torce para a manutenção de Rui Costa – que cedeu vaga para Emiliano José (PT) para assumir a Casa Civil – no governo Wagner, uma vitória de Nelson Pelegrino na capital baiana – que efetivaria Acelino Freitas (PRB) –, além do chamado de outro colega da chapa de 2010 para atividades executivas no Estado ou mesmo no Município. Embora seja seu irmão, o prefeito soteropolitano João Henrique (PP) – apontado por Pelegrino como cabo eleitoral do seu adversário ACM Neto (DEM) – não o tem ajudado na tarefa de manter o mandato. "Não tenho falado nem tenho visto ele. A última vez que estive com João, rapidamente, ele disse que tem as atribuições de fim de mandato, que está preocupado em fechar as contas da prefeitura conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal [LRF] e que se manteria neutro. Não sei como ele está pensando", definiu o deputado.