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Vereadoras lamentam redução da bancada feminina na Câmara de Salvador

Por Bárbara Souza

Vereadoras lamentam redução da bancada feminina na Câmara de Salvador
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Três vereadoras de Salvador lastimam em uníssono o fato de que a bancada feminina na Câmara Municipal de Salvador será reduzida na próxima legislatura, de seis para cinco edis.  Aladilce Souza (PCdoB) e as petistas Vânia Galvão e Marta Rodrigues qualificam como “lamentável” e "preocupante" a diminuição do número de vereadoras e afirmam que a cidade, as soteropolitanas e o movimento feminista perdem com a mudança. A opinião delas também é convergente sobre outro aspecto: a retração da bancada ganha contorno de maior gravidade quando se considera o fato de que a composição da Casa foi ampliada de 41 para 43 vereadores a partir de janeiro de 2013. “A redução não é só numérica”, disse  a vereadora reeleita Aladilce ao Bahia Notícias, ao ressaltar a perda de mandatos “importantes como os de Vânia e Marta”, que não foram reeleitas. Vânia Galvão chama a atenção para o fato de as mulheres corresponderem a 55% do eleitorado de Salvador e associa o alto índice de renovação da Câmara a uma “confusão generalizada do eleitorado”.  Segundo a vereadora, que destaca a importância da soberania do eleitor na democracia, o cidadão “não tem clareza” sobre o papel do vereador e acaba sendo influenciado por candidatos cujas promessas têm mais relação a atribuições do poder Executivo que do Legislativo. Outro fator que, na visão da petista, tem influenciado o comportamento do eleitorado é a “mercantilização da política”, que aumenta a chance de candidatos com mais recursos serem eleitos, em detrimento daqueles cujas campanhas são mais modestas. “Numa cidade de mulheres, é drástico que aconteça isso [a redução da bancada feminina]”, declarou ao BN a também petista Marta Rodrigues. Segundo ela, “boas candidatas a gente tem”, mas a população “precisa empoderar essas mulheres”. A petista destaca ainda a importância da realização de debates e formulação de políticas públicas para mulheres pelo Legislativo “para garantir orçamento” para a causa. Como pretende contribuir para as discussões após o fim do mandato em dezembro? “Na militância, no partido, no movimento feminista...a gente sempre acha uma forma de participar, até porque o mandato não é um fim em si, e sim um meio”, conclui Marta.