Debate TV Bahia: No segundo bloco, os candidatos fazem perguntas livres entre si
Por Aparecido Silva
Foto: Betto Jr. / Agência Haack / Bahia Notícias
O candidato a prefeito de Salvador pelo PRTB, Rogério Tadeu Da Luz, abriu o segundo bloco com uma pergunta livre direcionada a ACM Neto (DEM) e indagou se ele pretende administrar a cidade como manda a lei ou se daria “um jeitinho”. O democrata disse que agirá de acordo com a legislação. Em seguida, Neto perguntou a Márcio Marinho (PRB) sobre os problemas sociais em Salvador e o que pretende fazer pelas pessoas que estão sem receber o Bolsa Família. Em resposta, Marinho disse que pretende fazer um acolhimento das pessoas que estão na rua por meio de um cadastro único e colocá-los em um ambiente pago pela prefeitura. “Os dependentes químicos receberão tratamento com o apoio de entidades filantrópicas e religiosas”, disse Marinho que ainda apontou o desejo de priorizar o trabalho social em sua gestão. Neto afirmou que dará prioridade ao Bolsa Família e apoiará o comércio informal com apoio e condições de trabalho como qualificação dos cidadãos. Marinho retomou o tema da segurança pública e perguntou a Nelson Pelegrino (PT) o que fará ao chegar na prefeitura para combater a criminalidade em Salvador e ouviu que o atual governo estadual contratou 10 mil policiais contra 1,5 mil do governo anterior. “É preciso localizar as áreas mais problemáticas, fazer mapeamento e investir na área social como cuidar das crianças, por exemplo”, apontou o petista. Nelson Pelegrino se dirigiu a Mário Kertész (PSDB), ao citar a entrevista de João Henrique ao Bahia Notícias em que o alcaide falou sobre o alinhamento da prefeitura com governos estadual e federal e questionou se concorda com a tese do prefeito. O peemedebista disse que o gestor “é autista, dá nota dez para ele próprio, mas a prefeitura não anda com as próprias pernas”. “Existem gastos como no setor de educação, saúde que a prefeitura precisa trabalhar junto com os governos federal e estadual”, enumerou. Na sequência, o peemedebista perguntou a Hamilton Assis (PSOL) se a população o elegesse, o que poderia fazer para governar sem o apoio de grandes partidos. O socialista disse que acredita na participação popular e apontou que isso vai melhorar “em muito” a gestão. Assis perguntou, em seguida, a Da Luz (PRTB) o que pretende fazer pelos servidores municipais. “Vou valorizar o servidor. Informatizar os sistemas com implantação da marcação de consultas por telefone e com planos de cargos e salários. Um funcionário público, trabalhando muito, recebendo pouco, como é que ele vai produzir?”, analisou Da Luz. Assis, na réplica, disse esperar que o candidato “não faça como fez Wagner no caso da greve dos professores”.
