PAC em Lauro de Freitas: Inspetor nega ter sido investigado: ‘Se as irregularidades são verdadeiras ou não, não me compete’
Por Evilásio Júnior
O inspetor regional de Camaçari, Maurício Carneiro Oliveira, servidor do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) listado na denúncia que originou o inquérito civil do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria Geral da União (CGU) sobre supostas irregularidades em licitações do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para a prefeitura de Lauro de Freitas, em visita ao Bahia Notícias, apresentou documentos que, segundo ele, o isentam das acusações. O funcionário do TCM fez a sua defesa ao MPF em 10 de março de 2010. À época, questionou a idoneidade do e-mail enviado aos órgãos de controle, por ter posse de uma declaração com firma reconhecida do homem identificado na mensagem como proprietário do endereço eletrônico com a negação de autoria do relato sobre o esquema. “Eu jamais fui citado pelo Ministério Público. Quando eu soube dessa denúncia, eu me antecipei, fui ao Ministério Público, solicitei a cópia e apresentei minha defesa. Lauro de Freitas não pertence à Inspetoria de Camaçari. Quem fiscaliza a prefeitura de Lauro de Freitas é a Inspetoria de Salvador. Além disso, como são recursos do PAC, não é competência do TCM analisar e sim do Tribunal de Contas da União”, declarou. “Se as irregularidades são verdadeiras ou não, não me compete”, completou o inspetor, ao negar conhecer qualquer um dos envolvidos na investigação. Segundo Carneiro, sua viagem citada na denúncia como paga pela empresa Encotap, fruto supostamente de desvio de recursos públicos, foi paga por meio do seu cartão de crédito de forma parcelada. A ida ao exterior, conforme bilhetes emitidos por uma agência de turismo, contou com a presença apenas dele, da mulher e da filha.