Remédio do SUS para tratamento de psoríase é criticado
O Ministério da Saúde publica hoje no Diário Oficial da União a inclusão de cinco novos medicamentos no rol do Sistema Único de Saúde (SUS). Um deles, para o tratamento de psoríase, o Clobetasol, antes mesmo de ser ofertado, já é alvo de críticas de médicos do setor. Enquanto para a pasta, esse é um avanço no tratamento da doença, na avaliação dos profissionais, a medida é insuficiente e ultrapassada. A psoríase é uma doença crônica e genética, caracterizada por deformações na pele. Ela atinge cerca de 2% da população brasileira e em 80% dos casos, pode ser tratada com medicamentos tópicos. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Regional Distrito Federal, Rubens Marcelo, existem novas drogas mais eficientes que médicos e pacientes têm lutado para terem acesso. “Essa notícia seria bastante interessante, se estivéssemos hoje comemorando o ano novo de 1990”, ironiza. Ele explica que os casos mais graves da doença ficaram fora desse tratamento — indicado para casos moderados. A diretora de ações institucionais da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Cláudia Maia, também critica a postura do ministério. Para ela, o Clobetasol não é a melhor escolha. “É uma medicação que pode ser usada, mas com muito cuidado, devido aos efeitos colaterais”, argumenta. Informações são do Correio Braziliense.