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CPI das companhias aéreas reuniu 203 assinaturas na Câmara

CPI das companhias aéreas reuniu 203 assinaturas na Câmara
Nesta quarta-feira (19) foi apresentada, na Câmara, o requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as empresas aéreas no Brasil. A solicitação contou com 203 assinaturas, 32 a mais do que o mínimo de 171 exigidas. Agora, técnicos vão examinar a autenticidade das rubricas e verificar se não há nenhuma repetida. Depois, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT), decidirá se autoriza ou não a instalação da CPI. Maia declarou que não vislumbra o início imediato dos trabalhos. "Temos uma limitação para a instalação das CPIs. Existem algumas em funcionamento e outras aguardando na fila". disse. De acordo com o regimento, podem funcionar simultaneamente cinco CPIs. No momento, três estão em atividade e outras seis aguardam a instalação. A deputada Perpétua Almeida (PCdoB), que encabeça a lista de assinaturas pela CPI das companhias aéreas, informou que fará pressão política para que a comissão seja instalada. O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNAE) disse que não vê motivos para a CPI. "A gente entende que não há necessidade disso, porque já comparecemos inúmeras vezes ao Senado e à Câmara para explicar tudo o que vem acontecendo. Tudo o que os parlamentares alegam existir no serviço aéreo já foi exaustivamente explicado em comissões da Câmara e do Senado", afirmou o presidente do sindicato das aéreas, José Márcio Monção. De acordo com o requerimento de criação da CPI das Cias Aéreas, as empresas descumprem o Código de Defesa do Consumidor e a Política Nacional de Aviação Civil. Os deputados afirmaram ainda que o número de passageiros cresce 15% a cada ano, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas o crescimento não implica em melhoras no serviço.