Imbassahy questiona tributação de 34% sobre remédios no Brasil
O deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) questionou nesta quarta-feira (19), durante pronunciamento na Câmara, os custos dos medicamentos no Brasil. O parlamentar baiano defendeu a redução da carga tributária incidente sobre os remédios, e lembrou que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Segundo o tucano, estudo divulgado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) mostra que o Brasil é um dos líderes mundiais em tributação de medicamentos. Enquanto a média mundial de impostos é da ordem de 6,3%, no Brasil fica em torno de 34%. “Países como México, Venezuela, Estados Unidos, Colômbia e Reino Unido têm alíquota zero sobre os medicamentos. Os alemães pagam cerca de 15%, os japoneses, 5%, enquanto nós, brasileiros, pagamos 34%”, criticou. O peessedebista disse ainda que os produtos de uso humano pagam três vezes mais tributos que os veterinários, e observou também que a população paga cerca de R$ 9 bilhões por ano de impostos, quase o dobro do que gastam anualmente a União, Estados e Municípios, estimado em R$ 5 bilhões. “Isso é um absurdo. O doente, que já sofre com o problema de saúde, ainda tem que pagar 34% de impostos aos governos, para poder se tratar. É uma grave distorção que deve ser corrigida”, defendeu.