Morre, aos 97 anos, Santiago Carrillo, histórico líder comunista na Espanha
Santiago Carrillo, o histórico secretário-geral do Partido Comunista da Espanha (PCE) de 1960 a 1982 e um dos artífices da transição espanhola do franquismo à democracia, faleceu nesta terça-feira (18), aos 97 anos, em sua residência em Madri. O veterano político foi atuante na legalização do PCE após a morte de Franco, levou seu partido ao Congresso dos Deputados da Espanha nas primeiras eleições democráticas de 1977, mostrou independência de critério ao se distanciar do comunismo soviético e defender a figura do rei Juan Carlos, apesar de se declarar republicano. Embora tenha nascido nas Astúrias, no norte do país, em 1915, filho de um socialista convicto, sua família logo se mudou para Madri, onde começou seu longa caminhada política nas Juventude Socialista sendo apenas um adolescente. Em 1960, Carrillo foi nomeado secretário-geral do PCE, cargo que ocupou até 1982. Desde então, defendeu a autonomia dos países europeus para buscar seu próprio caminho rumo ao socialismo, o "eurocomunismo", e resistiu dentro de seu partido aos ataques dos "dogmáticos". À margem da política, ele se considerava jornalista, profissão que começou a exercer aos 16 anos, como redator de "O Socialista", e escreveu vários livros de caráter político. Carrillo era casado com Carmen Menéndez, com quem teve três filhos. Informações do Terra.