Onda de protestos contra Japão continua na China
Chineses protestam por compra de ilha pelos vizinhos
Milhares de pessoas de dezenas de cidades na China continuam a realizar manifestações, neste domingo (14), contra o Japão. A iniciativa chinesa aconteceu como resposta ao anúncio, na terça-feira (11), de que o Japão tinha comprado por cerca de 20,5 milhões de euros três ilhotas de um arquipélago desabitado. A onda de protestos, que em algumas ocasiões se tornaram violentos, é pela soberania das ilhas Diaoyu, chamadas de Senkaku pelos japoneses. Pequim é o centro das concentrações por segundo dia consecutivo. Na capital, centenas de cidadãos protestam desde a manhã em frente à sede da Embaixada japonesa, no distrito de Chaoyang. "As [ilhas] Diaoyu são nossas", gritam os manifestantes em Pequim, exibindo cartazes de papelão ou iPads nos quais se pode ler "Diaoyu chinesas" - em mandarim e em inglês -, e acompanhados de retratos do ex-líder do país Mao Tsé-tung e bandeiras. Em Tóquio, o chanceler japonês, Koichiro Gemba, instou neste sábado o governo chinês a garantir a segurança de seus cidadãos perante os protestos, depois que na sexta-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei, declarou que a segurança dos japoneses na China estava garantida.
