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Otto Alencar garante não ter indenização ‘astronômica’ a pagar à TWB e diz que diretor da concessionária vive em um 'mundo fictício'

Por Juliana Almirante

Otto Alencar garante não ter indenização ‘astronômica’ a pagar à TWB e diz que diretor da concessionária vive em um 'mundo fictício'
Foto: Tiago Melo/ Bahia Notícias
O vice-governador do Estado e titular da Secretaria de Infraestrutura, Otto Alencar afirmou, em nota, que o governo não tem o dever de indenizar a concessionária TWB, mesmo após o diretor executivo da empresa, Reinaldo Pinto, prometer cobrar a quantia de R$ 196,3 milhões com a quebra de contrato com a administração estadual para operação do sistema ferry boat. “O governo da Bahia não tem nenhuma indenização astronômica a pagar à TWB. Hoje em dia, a TWB deve ao Estado uma quantia considerável. Ao final do processo de caducidade do contrato de concessão, caso venha a ser decretado, haverá a cobrança, por parte do Estado, do que lhe é devido”, esclarece. Otto também respondeu à afirmação de Reinaldo Pinto de que o povo baiano teria “prejuízo”, ao garantir que administração não se sente ameaçada com os “devaneios” da concessionária que nunca teria prestado “um serviço digno” à população. "O diretor da TWB deveria encarar a realidade e não viver no mundo fictício por ele criado, onde a empresa presta relevantes serviços à sociedade e é perseguida pelo Estado", acusa. De acordo com o vice-governador, a concessionária deve R$ 6 milhões de multas, R$ 560 mil de taxa de fiscalização, indenização pelo naufrágio da balsa Bartir, estimada em torno de R$ 1,5 milhão, além de receitas acessórias que estão sendo calculadas pela fiscalização da Agerba. “A situação financeira da TWB encontra-se deteriorada e a empresa não tem condição de manter um serviço digno, pois já no início da operação do sistema não fez o aporte necessário e obrigatório, no valor de R$ 26 milhões, aportando apenas, em moeda corrente, R$ 24 mil, alavancando as operações com alto risco financeiro. (...) Se a TWB persistir no contrato, o que penso ser pouco provável, e permanecendo a empresa operando no nível que vem sendo praticado, estamos na iminência de uma tragédia anunciada, o que a Agerba e o governo do Estado jamais permitirão que aconteça”, completa o secretário, em comunicado.