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Aos 92 anos, sambista Roberto Silva morre no Rio de Janeiro

Aos 92 anos, sambista Roberto Silva morre no Rio de Janeiro
O sambista carioca Roberto Silva, conhecido como Príncipe do Samba, morreu na madrugada deste domingo (9) em casa, aos 92 anos, vítima de complicações decorrentes de um câncer, segundo parentes. Silva gravou cerca de 20 álbuns, além de dezenas de compactos e centenas de músicas de compositores como Ataulfo Alves, Lamartine Babo e Nelson Cavaquinho. Entre seus maiores sucessos destacam-se Maria Teresa, Normélia e
Jornal da Morte. Nascido no Morro do Cantagalo, na zona sul do Rio de Janeiro, Roberto Napoleão Silva trabalhou como cantor nas rádios Nacional e Tupi. Segundo a viúva Syone Guimarães da Costa, mesmo aos 92 anos, o Príncipe do Samba ainda fazia apresentações. "Ele adorava fazer o que ele fazia e morreu querendo continuar cantando. Ele gostava muito dessa juventude agora, das pessoas novas que estavam chegando no samba e dizia: 'eles é que vão dar continuidade ao que eu plantei'. Tenho certeza de que ele não será esquecido", disse. O corpo de Roberto Silva está sendo velado no Cemitério de Inhaúma, na zona norte da cidade, e será enterrado às 16h. Conhecido como "Príncipe do Samba", Roberto Silva deixou sete filhos, além de netos e bisnetos.