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Rodoviários denunciam sindicato da categoria por excesso de carga horária e descumprimento de cláusula contratual

Por Aparecido Silva

Após a assinatura do dissídio coletivo da greve dos rodoviários de Salvador ocorrida em maio, alguns profissionais têm reclamado do não cumprimento da cláusula contratual referente à carga horária. De acordo com o termo assinado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado da Bahia e os empresários do setor, a jornada de trabalho dos motoristas, cobradores e despachantes acordada é de sete horas diárias ou 42 semanais, com uma hora de intervalo, a chamada “intrajornada para descanso e alimentação”. Mas, segundo denúncias de rodoviários, há casos em que profissionais trabalham até nove horas sem que haja qualquer interferência da entidade de classe. Para Manoel Machado, presidente do sindicato da categoria, o problema está no cumprimento da lei. “Estamos acompanhando o cumprimento da lei [12.619/2012]. Já tivemos três reuniões entre a prefeitura e o Setps para buscar um meio de se adequar ao cumprimento do acordo”, afirma Machado. Ainda segundo o presidente, há cumprimentos de horários discrepantes entre as empresas de transporte coletivo da capital permitidos pelo Município. “A prefeitura precisa adequar os terminais. Às vezes, o motorista tem todo o seu tempo tomado no trânsito e já chega atrasado ao terminal. Estamos tendo uma grande dificuldade para cumprir a lei com esse sistema maluco de Salvador”, relata Machado, que também aponta a existência da preocupação de acontecer paralisações na categoria. Um grupo de rodoviários insatisfeitos com o não cumprimento da carga horária estabelecida no acordo coletivo pretende realizar uma manifestação nesta quinta-feira (6) na Praça do Campo Grande, às 15h.