Audiência no STF discute fim do amianto no Brasil
Uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (31) discutiu sobre a proibição do amianto – fibra mineral natural empregada na construção civil – no Brasil. Estudos comprovaram que não existe limite de tolerância suficientemente seguro para o uso da substância e que a exposição permanente causa sérios tipos de câncer. Durante a reunião, Dr. Zuher Handar, diretor científico da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) e representante da OIT, divulgou dados sobre as consequências do convívio diário com o produto, seja ele controlado ou não. “O amianto é um dos cancerígenos laborais mais importantes e responsável por aproximadamente 1/3 das mortes por câncer profissional”, declarou. Segundo o médico, a resolução relativa à 95ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), desde 2006, estipula a supressão do material. Porém, em nome dos altos lucros e do pouco apreço pela vida dos empregados, setores importantes da economia insistem em não abrir mão desse perigoso mineral. A orientação da OIT, em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o abandono de todos os tipos de amianto. A organização se comprometeu a colaborar a criação de mecanismos econômicos e tecnológicos que estimulem a substituição do produto por outras alternativas, além da adoção de medidas para prevenir a exposição durante a eliminação.