Candidatos em capitais têm 58% das verbas repassadas pelos próprios partidos; expediente 'desvincula' empresas de pleiteantes
Os candidatos a prefeito em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre receberam 58,5% de suas verbas de campanha até agora das próprias legendas. A média exclui os 16 candidatos que não receberam recursos de seus partidos, entre os 38 de 49 pleiteantes a prefeito nessas capitais que compõem a base de dados do TSE da primeira prestação de contas parcial em 2012. Uma parte da verba repassada pelas agremiações políticas provém das chamadas doações veladas, ou ocultas, quando uma pessoa física ou jurídica doa uma quantia ao partido, em vez de ao candidato especificamente. Assim, empresas e cidadãos podem financiar campanhas sem serem diretamente ligados aos pleiteantes a cargos públicos. Dos 22 políticos que ganharam dinheiro dos partidos, oito estão usando essa verba como a única fonte de pagamentos para as despesas de campanha. Em Salvador, onde cinco dos seis candidatos já prestaram as contas parciais, apenas Márcio Marinho (PRB) e ACM Neto (DEM) receberam dinheiro das legendas - 15,3% dos R$ 295 mil e 68,17% dos R$ 890 mil, respectivamente. Nelson Pelegrino (PT) apresentou R$ 500 mil em recursos, Mario Kertész (PMDB), R$ 6.780, e Hamilton Assis (Psol), R$ R$ 5.350. Informações do Terra.