MS: PSDB e PT acionam governador por suposta coação a servidores; entidades sindicais irão às ruas protestar
O PSDB e o PT do Mato Grosso do Sul formalizarão uma representação, nesta sexta-feira (24), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) contra o governador André Puccinelli (PMDB) por suposta coação contra servidores públicos que têm cargos de confiança para que votassem no candidato do PMDB à prefeitura de Campo Grande, o deputado Edson Giroto. O líder sul-matogrossense é o chefe da campanha eleitoral do correligionário. Em imagens que circularam durante toda a semana no Youtube, Puccinelli conduz uma reunião com cerca de 50 servidores estaduais comissionados. No diálogo, ele faz uma espécie de chamada parecida com as feitas em escolas, pergunta e sugere ao servidor o nome do candidato que ele deve apoiar. Tucanos e petistas classificaram a ação como abuso de poder. Nesta segunda (27), entidades sindicais devem ocupar as ruas do centro da cidade em ato de protesto. O Ministério Público Eleitoral determinou a apreensão, pela Polícia Federal (PF), da gravação sem cortes para que o caso seja investigado. A direção do PMDB, por meio de comunicado, confirmou a reunião, mas negou que Puccinelli teria coagido os seus colaboradores. "As imagens não deixam dúvidas de que o governador comete assédio moral e abuso do exercício de função ao coagir servidores, sejam eles comissionados ou não, a votar neste ou naquele candidato. Além disso, atenta contra a inviolabilidade do voto, que é secreto, influenciando no resultado da eleição”, disse o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), concorrente de Giroto ao cargo de prefeito da capital.