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Greve de fábrica de pneus na Bahia é a mais longa do setor industrial

Greve de fábrica de pneus na Bahia é a mais longa do setor industrial
Foto: Divulgação/ Sindiquímica
Depois dos 115 dias de greve dos professores estaduais, a paralisação dos funcionários da fabricante de pneus Bridgestone atinge um recorde histórico do setor industrial nesta segunda-feira (13). O calendário grevista de 44 dias dos trabalhadores da fábrica de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), começou no dia 30 de junho. De acordo com levantamento do Estadão, a maior paralisação anterior, de 41 dias, foi registrada entre os metalúrgicos do ABC paulista, em 1979, liderada pelo então líder metalúrgico e agora ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os profissionais da unidade baiana reivindicam reajuste salarial, adicional noturno, intervalo entre as jornadas, além da ausência de desconto dos dias parados. De acordo com o presidente do Sindborracha, Clodoaldo Bartolomeu, pelo menos 90% dos 630 empregados que trabalham na produção estão com os braços cruzados. O sindicalista diz que a empresa “não quer sentar para negociar”. Já a companhia alega que procura conversar com a categoria. “No entanto, ainda grande parte deles tem sido assediada na entrada da empresa pelo grupo radical que tenta impedir o livre acesso ao local de trabalho”, acusa a Bridgestone.