Debate na Band: Postulantes fazem questões entre si; começam provocações
Por Mariele Góes
O segundo bloco do debate da TV Band foi marcado por perguntas feitas diretamente de um candidato para o outro. ACM Neto (DEM) questionou Márcio Marinho (PRB) sobre projetos para segurança pública. Ambos os candidatos falaram da necessidade de requalificação da Guarda Municipal. Marinho ainda apostou na "experiência" do seu vice, o delegado Deraldo Damasceno (PSL), no combate ao crime organizado. Márcio Marinho (PRB) questionou ACM Neto (DEM) sobre a região do Centro Histórico e Pelourinho. O democrata ressaltou a necessidade de revitalização da Salvador Antiga, principalmente com a proximidade da Copa do Mundo em 2014. “Vou procurar o governador para uma gestão de cumplicidade, mas se o governo estadual colocar empecilhos, faremos do mesmo jeito”, afirmou. Pelegrino (PT) questionou Mário Kertész (PMDB) sobre a mobilidade urbana. O peemedebista refletiu que não haverá muitas diferenças entre as propostas apresentadas pelos outros postulantes e ressaltou a necessidade de um gestor que saiba liderar e tenha experiência. “O metrô não precisa passar pelo governo estadual”, afirmou. O candidato do PMDB perguntou se Rogério Da Luz (PRTB) teria algum projeto específico para Cajazeiras. Da Luz disse que o bairro era uma verdadeira cidade e apontou a necessidade de um hospital na região. O candidato encerrou sua fala a afirmar que não era político, e sim administrador. Kertész pareceu se divertir com a afirmação. “Fico feliz em saber que temos um executivo aqui e que eu e os outros somos apenas prometedores”, retrucou. Da Luz indagou Hamilton Assis (PSOL) sobre projeto para área de saúde. Por sua vez, o candidato do PSOL evocou a greve dos professores estaduais e perguntou a Pelegrino (PT) se ele tinha uma política específica para os servidores municipais. “Hamilton trabalhou comigo. Sabe que sempre estarei ao lado dos trabalhadores”, esquivou-se Pelegrino, que também afirmou que todos os governos estaduais enfrentam greves, fato, para ele, natural na democracia.