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Campello rebate Geraldo Jr. e nega influência de JH em resultados da Educação: ‘Eu levava até seis meses para ter uma audiência com ele’

Por Evilásio Júnior

Campello rebate Geraldo Jr. e nega influência de JH em resultados da Educação: ‘Eu levava até seis meses para ter uma audiência com ele’
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
O secretário estadual para Assuntos da Copa, Ney Campello, contestou o argumento do vereador Geraldo Júnior (PTN), de que a sua colega de Câmara, Olívia Santana (PCdoB), candidata a vice-prefeita na chapa liderada por Nelson Pelegrino (PT), “mentiu” ao falar das conquistas que teria obtido no comando da pasta de Educação da prefeitura de Salvador. Filiado ao PCdoB, o atual titular da Secopa foi subsecretário de Olívia em 2005 e geriu a então Smec – Secult desde o segundo mandato de João Henrique – de fevereiro de 2006 a dezembro de 2007. “Eu tenho um relacionamento até muito respeitoso com o vereador, mas ele está enganado em relação às informações que prestou como réplica. Ele deve ter sido escalado pelo gabinete do prefeito para fazer isso, mas não viveu a gestão”, pontuou Campello, em telefonema ao Bahia Notícias. Entre os aspectos questionados por Geraldo estão a informatização do sistema de matrícula na rede municipal de ensino e o aumento salarial dado aos professores, que teriam sido “conquistas pessoais” do prefeito, por meio do hoje superintendente da Sucom, Cláudio Silva – que foi secretário interino –, e do presidente da Ebal, Reub Celestino, ex-titular da Fazenda soteropolitana. “A matrícula informatizada foi toda coordenada por mim, como subsecretário, e teve participação importante do professor Cláudio Silva, que era assessor da secretaria a meu convite, porque fomos colegas de mestrado no curso de administração da Universidade Federal da Bahia. O mesmo ocorre em relação aos reajustes que nós concedemos. Nós trabalhamos e negociamos na mesa, eu, a ex-secretária [Olívia] e a APLB. Depois chegamos a um entendimento e o secretário da Fazenda chancelou. Sobre o prefeito, eu levava até seis meses para ter uma audiência com ele. Sempre que o encontrava, ele me perguntava se ia inaugurar alguma escola. Sempre tive muito pouca interferência do gabinete do prefeito”, desvendou. O comunista elencou ainda uma série de outros benefícios obtidos nos anos de PCdoB, a exemplo da informatização da Smec, a criação de um sistema integrado de gestão e a alfabetização de adultos. “Nós estivemos apenas três anos na secretaria e elevamos o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], que é o índice de qualidade da educação, de 2,8 – que era uma herança do governo anterior [de Antônio Imbassahy] para 3,8. De 2007 para cá, lamentavelmente, esse indicador involuiu. Em vez de se elevar, como aconteceu em todo o país, permaneceu estável. Estou torcendo que, este ano, o secretário João Carlos Bacelar, que aliás é do mesmo partido do vereador, tenha sucesso e uma elevação do Ideb ainda maior que a nossa”, ironizou. O novo indicador deve ser revelado, segundo Ney Campello, até o fim deste mês.