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Marcelo Nilo: ‘O que eu quero é que o Poder Legislativo que eu presido seja desocupado’

Por David Mendes / Evilásio Júnior

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (20), pediu o cumprimento da decisão de desocupação da Casa pelos professores grevistas. De acordo com o deputado, foi feito um acordo nesta quinta (19), logo após a inspeção judicial, entre ele e o comandante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, na presença do juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública, Ruy Britto, que determinou a reintegração de posse. “Eles disseram que sairiam às 14h. Inclusive, o presidente [Rui Oliveira] me pediu ontem que voltasse a ligar as luzes e o ar-condicionado como gesto de que sairiam. Infelizmente, o presidente da APLB ou é a rainha da Inglaterra, ou não tem palavra ou é muito intransigente. Eu acredito nas três coisas, porque não é possível, em um estado de direito, não se cumprir uma ordem judicial”, avaliou. Apesar de o recesso parlamentar durar até 1º de agosto, ele citou atos agressivos supostamente protagonizados pelos docentes contra servidores e deputados como exemplos de prejuízos ao funcionamento dos trabalhos para exigir a retirada imediata da categoria das dependências da AL-BA. “Não passa pela minha cabeça colocar polícia para tirar professor na marra, como se diz na gíria, mas espero que a Justiça cumpra a determinação. O que eu quero é que o Poder Legislativo que eu presido seja desocupado”, clamou. Ao demonstrar desconhecimento da decisão da Polícia Militar de não enviar tropas ao local, Nilo desconversou sobre a ação de remoção ser conduzida por prepostos da Assembleia. “Só a polícia é que vai responder”, disse. O presidente da AL-BA mandou desligar novamente a água e a energia do prédio. Os professores ocupam o saguão Deputado Nestor Duarte desde o último dia 18 de abril, uma semana após a greve, que já dura 101 dias, ter começado.