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Otto não acredita que Pelegrino aceitará JH em seu palanque: ‘administração foi perdulária’

Por Evilásio Júnior

Otto não acredita que Pelegrino aceitará JH em seu palanque: ‘administração foi perdulária’
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Apesar de o PP fazer parte da coligação liderada pelo candidato ao comando de Salvador pelo PT, Nelson Pelegrino, inclusive na proporcional, o vice-governador Otto Alencar, que preside o PSD – também integrante da chapa –, não acredita que o prefeito João Henrique suba no mesmo palanque da coalizão governista. De acordo com Otto, embora JH seja o chefe municipal pepista, a aliança foi costurada pelo líder do PP na Bahia, deputado federal Mário Negromonte, sem o aval do gestor. “Não foi pela vontade do prefeito João Henrique. Se fosse pela vontade dele, o apoio seria para ACM Neto (DEM) e isso ficou patente com o apoio do PTN, liderado pelo seu secretário de maior destaque [João Carlos Bacelar], ao candidato do DEM”, sentenciou Otto, em entrevista ao Bahia Notícias. Na avaliação do vice-governador, mesmo que o posicionamento do atual prefeito fosse outro, Pelegrino também não aceitaria dividir o palco com ele. “Tenho absoluta certeza de que Nelson não vai aceitar ele no palanque. Quem aceitar vai ter que defender o seu legado. Não acredito que candidato nenhum vá querer defender a administração do prefeito”, analisou. Ex-conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Otto Alencar lembra que aprovou com ressalvas os exercícios de 2005 e 2007 de JH, e o alertou pessoalmente dos riscos de rejeição para os anos seguintes, como ocorreu com as prestações de 2009 e 2010. “Estou criticando a gestão e não a pessoa. Essa gestão é de extrema incapacidade administrativa e operacional. É uma gestão perdulária: gasta mais do que arrecada, como foi mostrado nas contas de 2009, em que ele gastou R$ 54 milhões além do que estava autorizado pela Câmara Legislativa”, detalhou. Otto ironizou ainda a força-tarefa divulgada pela prefeitura para reduzir os custos no último ano de mandato, bem como o anúncio de redução da dívida, de R$ 1,96 bilhão em 2010 para R$ 1,23 bi em abril deste ano: “Só agora ele está reunindo? João Henrique briga com a verdade”, disparou.