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Parte significativa dos jornalistas não alcança a aposentadoria, diz pesquisador

Parte significativa dos jornalistas não alcança a aposentadoria, diz pesquisador
O professor Heloani é responsável pela pesquisa. Foto: Divulgação / Sindjorce
Uma pesquisa de autoria do psicólogo e professor da Faculdade de Educação da Unicamp, da FGV e da Unimarco, Roberto Heloani, revela o que seria uma radiografia da saúde física e mental dos jornalistas brasileiros. Segundo o estudioso, a experiência clínica o leva a supor que o estresse na área jornalística advém, sobretudo, do trabalho que faz do jornalismo uma profissão de risco e também de morte precoce. "Parte significativa desses profissionais [jornalistas] não alcança sequer a aposentadoria. Ademais, a partir da implantação de novas tecnologias nas redações nacionais, os usuários se veem cada vez mais diante dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort). Tais perspectivas, portanto, consideram, respectivamente, a existência de uma relação negativa entre trabalho e saúde mental e entre modos de gestão e saúde em geral", avalia Heloani, que é especialista na área de Saúde Mental no Trabalho e Assédio Moral/Sexual. O estudo será apresentado nesta terça-feira (17) no Ciclo de Debates do Sindicato dos Jornalistas do Ceará com o tema “Vivendo no limite: quem são nossos formadores de opinião?”.